quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Jornal de Francisco Sá - Outubro de 1978

Veja os principais fatos e eventos ocorridos em Francisco Sá em outubro de 1978 na edição nº. XVII de O Jornal de Francisco Sá.
Clique nas imagens para ler em tamanho grande


pag.1
 
pag.2



pag.3


pag.4


pag.5

pag.6






pag.7

psg.8




 





domingo, 26 de setembro de 2010

Primeira prévia da pesquisa de buteco

Entre os dias 22 e 25 de Setembro de 2010 os frequentadores do Buteco do Roberto participaram de uma pesquisa de intenção de voto. No total foram computados 136 participantes, veja como foi a primeira prévia da pesquisa



Obs;Pesquisa localizada, indica a intenção dos frequentadores do Buteco
                                       clique no quadro para ampliar

 A pesquisa continuará até a próxima quinta-feira dia 30 de setembro, quem quiser participar e só dar uma passada no Buteco do Roberto.

Atenção: Se você mora fora de Francisco Sá, poderar opinar aqui mesmo no blog. Para isso vá a barra de navegação logo abaixo do titulo do blog, clique na aba Eleições 2010 e vote como se fosse fazer um comentário

sábado, 25 de setembro de 2010

Pesquisa de buteco



Carlinhos(JPL) quando depositava seu voto
 O Buteco do Roberto está realizando uma pesquisa de intenções de voto entre os frequentadores do local, que votam em seus candidatos em uma cédula com todos os cargos para essas eleições. A data prevista para o término da pesquisa é sexta-feira dia 30 de Setembro.

Provavemente nesse domingos faremos uma prévia das intenções.


Modelo da cédula para votar na pesquisa
                                        
PARTICIPE

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Ficha limpa" entenda o caso

Após a aprovação da Lei "Ficha Limpa" constantemente vemos discussões sobre a mesma em toda a midia.
Veja abaixo um artigo publicado na BBC que esclarece o que está acontecendo nessa polémica toda com essa Lei que é de iniciativa popular.

STF adia julgamento de Ficha Limpa; entenda o caso


Fabrícia Peixoto


Da BBC Brasil em Brasília



Julgamento deve ser retomado nesta quinta-feira
em Brasília
 Um pedido de vista do ministro José Antônio Dias Toffoli interrompeu o julgamento da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por se enquadrar na lei da Ficha Limpa.


A discussão, no entanto, vai além do caso de Roriz, já que o veredito servirá como base para a avaliação de todas as outras candidaturas questionadas. O TSE já recebeu mais de 1.700 recursos contra a nova lei.


O julgamento no STF, que começou na tarde desta quarta-feira, foi interrompido por volta das 18h, em função do pedido de vista, que no jargão jurídico significa mais tempo para a avaliar o assunto.


Apenas um voto foi registrado até o final da sessão: o do relator do caso, ministro Carlos Ayres Brito, que negou o pedido de Roriz – o que representa um voto a favor da Ficha Limpa.


Desde que foi aprovada pelo Senado, em maio, a nova lei tem colocado juristas em lados opostos: há entendimentos contra e a favor da aplicação da lei ainda este ano, por exemplo.


Entenda o que está em jogo.


O que é a lei da Ficha Limpa?


A lei complementar 135/2010, também conhecida como lei da Ficha Limpa, foi aprovada em maio deste ano pelo Senado por 76 votos a zero, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês seguinte.


De iniciativa popular, a lei tem como princípio "barrar" a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça.


De acordo com as novas regras, o político condenado por um colegiado de segunda instância não poderá se candidatar por um período de oito anos. Entre os crimes previstos estão o de lavagem e ocultação de bens, trabalho escravo e enriquecimento ilícito, além de diversos outros.


Outro ponto importante da lei prevê a inelegibilidade, também por oito anos, de políticos que renunciaram ao exercício de um cargo eletivo para não perder o mandato.


O que está em discussão?


Oficialmente, os ministros do Supremo analisam um recurso de Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal, que foi considerado "ficha suja" pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


A decisão sobre o caso de Roriz servirá como base para todos os outros casos – e por isso a sessão desta quarta-feira é considerada, na prática, como uma discussão sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa.


O tema central do julgamento deverá ser o início da aplicação da nova lei, ou seja, se as regras do Ficha Limpa já poderão ser aplicadas nas eleições deste ano.


A dúvida está em curso desde que a lei foi aprovada pelo Senado. Isso porque a Constituição prevê um prazo mínimo de um ano para que uma nova regra eleitoral entre em vigor.


Há, ainda, outras questões jurídicas envolvidas. Os advogados de defesa de Roriz deverão levantar a teoria da presunção de inocência - segundo a qual, de acordo com a Constituição, todos são inocentes até que o caso tenha tramitado por todas as instâncias jurídicas possíveis.


Também espera-se que os membros da Corte discutam a retroatividade da lei do Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos que renunciaram ao mandato antes mesmo de a nova lei existir.


Quais são os argumentos a favor da lei?


Um dos maiores defensores da Lei do Ficha Limpa, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Ophir Cavalcante diz que não se pode "opor" o interesse individual aos princípios da moralidade e da probidade, que segundo ele são princípios "constitucionais" e de "interesse da sociedade".


Ainda de acordo com Cavalcante, o princípio da presunção da inocência deve valer apenas para situações que envolvem condenações criminais.


"No que diz respeito a uma restrição ética, de participação em um pleito eleitoral, a sociedade pode, a Constituição prevê que não se aplique esse princípio (da presunção de inocência)", diz.


"Isso não é novo no nosso Direito e atende a várias decisões do Supremo nesse sentido", completa.


Sobre a aplicação da nova lei já nas eleições de 3 de outubro, os defensores do Ficha Limpa argumentam que a lei não representa uma mudança no processo eleitoral – e que por isso não precisa aguardar o prazo de um ano para entrar em vigor.


"Não se trata de modificação do processo eleitoral. Não houve quebra de paridade entre os partidos. A lei apenas mudou os critérios para candidatura", diz o presidente da OAB nacional.


A mesma ideia é aplicada no argumento sobre a retroatividade da lei. Segundo Cavalcante, a inelegibilidade "não é pena", mas sim "requisito" para candidaturas.


"A Ficha Limpa estabelece condições para o futuro das candidaturas. Seria retroativa se afetasse o mandato atual. Para um novo mandato, o candidato tem que se submeter às novas regras", diz.


Quais são os argumentos contrários à lei?


Os juristas contrários à lei do Ficha Limpa argumentam que não são contra a moralidade na política, mas que as novas regras vão de encontro à Constituição e que, por isso, não deveriam ser validadas pelo STF.


O presidente da comissão de estudos eleitorais da OAB-SP, Sílvio Salata, exemplifica sua posição com um caso fictício de um candidato que, em 2006, foi acusado e condenado à perda do mandato, além de ter ficado inelegível por três anos, seguindo determinação da lei em vigor na época.


"Esse mesmo político cumpriu o prazo de três anos e decidiu concorrer novamente, agora em 2010. E agora ele é considerado 'ficha suja' e está, de novo, inelegível, dessa vez por mais oito anos", diz. "É uma dupla sanção", completa.


Um dos pontos mais graves da lei, na avaliação de Salata, diz respeito ao princípio da presunção de inocência.


Para ele, impor a inelegibilidade a uma pessoa que foi condenada apenas por um colegiado "parece um retorno ao regime militar", quando a legislação proibia as candidaturas "pelo simples fato de um político ter sido acusado de alguma coisa".


Na opinião de Salata, a lei do Ficha Limpa fere ainda a Constituição nos princípios da anualidade e da retroatividade. "O político que renunciou ao mandato para fugir da cassação não sabia que isso o tornaria inelegível", diz.


"As tentativas de aperfeiçoar a legislação eleitoral são válidas, mas não indo de encontro à Constituição. Isso traz a ideia de insegurança jurídica, o que não é nada bom para o país", acrescenta.


O que acontece se o Supremo derrubar a lei ou parte dela?


A situação jurídica não é totalmente clara. Os ministros do Supremo podem, inclusive, derrubar apenas alguns aspectos da lei, e não necessariamente todos eles.


Um exemplo é de que a Corte decida manter a lei como está, apenas exigindo que sua aplicação fique para a eleição de 2012.


Para o presidente nacional da OAB, essa decisão seria "um desastre", pois causará "uma grande frustração" em toda a sociedade. Mas sua avaliação é de que o adiamento das novas regras não significa o "fim da linha".


"Não acredito que a lei cairá no esquecimento. No entanto, é possível que, nesse período, a lei acabe sofrendo algumas modificações, via Congresso", diz Cavalcante.


Já Sílvio Salata vê um "grande ponto positivo" se a lei ficar para o pleito de 2012. "Temos que ter uma legislação severa contra os políticos que danificam o património público", diz.


"Mas não podemos concordar com meios que afrontam a constituição. Se a lei do Ficha Limpa vigir na próxima eleição não há problema nenhum", completa.

sábado, 18 de setembro de 2010

Novos termos entram no dicionário Oxford

'Vuvuzela' entra no dicionário de inglês de Oxford



'Vuvuzela' foi um dos termos que entrou no novo dicionário Oxford
A Copa do Mundo, a crise financeira mundial e o aquecimento global estão entre as influências linguísticas mais recentes a serem incorporadas ao dicionário Oxford de inglês, cuja nova edição foi publicada nesta semana.

A palavra "vuvuzela" – a corneta usada por torcedores de futebol especialmente durante a última Copa do Mundo – foi acrescentada ao dicionário.


No campo da economia, um termo acrescentado ao dicionário foi "toxic debt" ("dívida tóxica", em português), que define dívidas com alto risco de não serem pagas.

Também foi acrescentada a expressão "quantitative easing" ("flexibilização quantitativa", em português), a prática econômica de se introduzir dinheiro novo em uma economia através do Banco Central. A política foi adotada pelo governo britânico durante a crise econômica global.


A nova edição do dicionário traz alguns termos de mudanças climáticas, como "carbon capture" ("captura de carbono") – o processo de se retirar dióxido de carbono do ambiente – e "Geo-engeneering" ("geoengenharia") – a manipulação de processos na tentativa de combater o aquecimento global.


A internet também está no novo Oxford Dictionary of English, com os termos "social medias" ("mídias sociais") – sites e aplicativos usados para formação de redes sociais – e "microblogging" – a publicação de textos curtos em blogs e sites.

Outros termos acrescentados foram "staycation" – para pessoas que passam férias no próprio país – e "national treasure" ("tesouro nacional") – em referência a pessoas ou coisas consideradas símbolos nacionais.

Diferentemente do mais tradicional Oxford English Dictionary, o Oxford Dictionary of English costuma trazer termos mais recentes da língua inglesa. A primeira edição foi publicada em 1998. A atual traz mais de 2 mil novas palavras.

A segunda edição, de 2005, incorporou a palavra "chav", gíria pejorativa usada na Grã-Bretanha para descrever "pessoas jovens de classe baixa caracterizadas por comportamento rude e que usam roupas de marca, autênticas ou imitações".
 
Fonte:BBC

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gaviões da Fiel no Japão comemoram centenário do Corinthians

A subsede da torcida Gaviões da Fiel no Japão, promove comemoração para o centenário do Corinthians no Japão,veja a noticia publicada no ipcdigital









Na manhã de sábado, 28, Rodney Yogui, morador de Toyohashi, teve dificuldades para trabalhar. Líder geral da subsede da Gaviões da Fiel no Japão, Yogui recebeu várias mensagens de amigos e conhecidos sobre a notícia divulgada na mídia brasileira, afirmando que o estádio que o Corinthias vai construir no bairro de Itaquera, em São Paulo, sediará a abertura da Copa do Mundo em 2014.

“É um sonho para todo corintiano, mas depois de tantos problemas em torno da construção desse estádio eu só acredito vendo”, disse Yogui. “No ano em que o Corinthians caiu para a segunda divisão eu só acreditei quando estava com o ingresso nas mãos, prestes a entrar para assistir o primeiro jogo do meu time naquela divisão”, conta o descofiado.


Já René Tada, que faz parte do departamento social da Gaviões da Fiel no Japão, recebeu a notícia com otimismo. “Vamos completar 100 anos e não temos um estádio. Uma notícia como essa é motivo de muita alegria. O mundo vai saber que aquele estádio pertence ao Corinthians. A tradição e história do time só tem a ganhar com isso”, disse o morador da cidade de Nishio, na província de Aichi.


Se a realização do sonho da nação corintiana acontecer com construção do estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo de 2014, ao que tudo indica Yogui e Tada estarão lá para prestigiar e engrossar o grito de “Brasil” que ecoará das arquibancadas da casa do Timão. “Na hora em que tivermos nossa casa eu vou até lá sim”, afirma Yogui.

Centenário no Japão


No dia 1º. de setembro o Sport Club Corinthians Paulista completa 100 anos. No Japão, a festa do centenário acontecerá no dia 19, junto com o aniversário de 5 anos de existência da subsede da torcida Gaviões da Fiel.


A organização prepara uma série de sorteios, apresentações artísticas e uma reunião com novos associados no dia do evento, que será filmado e exibido para a matriz da Gaviões da Fiel no Brasil.


Informações:


Centenário do S.C. Corinthians Paulista


Quando: 19/9


Horário: a partir das 11h


Onde: Dunas Restaurante Bar


Endereço: Aichi-ken Nishio-shi Shinzaike-cho 6-1 Nishio Tokai Bldg. 3F


Informações: (080) 3288-3852 / (090-6083-9317

Navi: (0563) 53-8050

Fonte:www.ipcdigital.com.br

domingo, 12 de setembro de 2010

Candidato ao senado visita o Buteco

Janes,Jorjão,Zito,Roberto,Rodrigo e Carlinhos
Em viagem de campanha, Zito Vieira em sua passagem por Francisco Sá fez uma visita ao Buteco do Roberto e falou sobre seus projetos pessoais e sobre o atual momento político brasileiro de maneira clara e objetiva. Muito comunicativo conquistou a simpatia dos frequentadores, acompanhado pelo vereador Lipa Xavier, encontraram com o vereador Jorjão da Florestal que se encontrava no local.



Após sua rápida visita, foram manifestadas várias intenções de voto ao candidato “Zito 650” sendo a mais predominante, a primeira vez que apertam a mão de um candidato ao senado.


Janes,Jorjão,Zito,Lipa,Carlinhos e Rodrigo
 
 
 
 
Posteriormente pesquisando sobre o candidato que é natural de Nanuque exerce a profissão de cientista político, começando na política como dirigente do movimento estudantil e de vários outros movimentos sociais e políticos. Em consulta ao site do TSE o mesmo é Ficha Limpa.
O Buteco do Roberto agradece a visita e deseja sucesso na campanha.


Para saber mais visite o site: http://www.zitovieira.com.br/

sábado, 11 de setembro de 2010

Independência

Paulo Passarinho   

Paulo Passarinho  



Mais um sete de setembro foi comemorado. É a data em que formalmente celebramos a chamada independência do Brasil em relação a Portugal.


Para muitos historiadores, o movimento obedeceu muito mais à lógica de acomodação de interesses da própria aristocracia luso brasileira - tendo à frente a dinastia dos Orleans e Bragança - do que a afirmação de um projeto de nação que pudesse de fato nos tornar independentes.


Portugal, em 1822, era um país inteiramente subordinado economicamente à Inglaterra e o nosso destino - depois da proclamada independência - seguiu esse mesmo caminho.


O Império, pode-se afirmar em sua defesa, nos deixou como legado importante para uma nação nascente a unificação territorial do país e a consolidação de nossas fronteiras ampliadas. O custo foi o esmagamento de revoltas populares regionais, nos mais diferentes pontos do país.


A proclamação da República, por sua vez, em 1889, obedeceu à lógica dos interesses oligárquicos de uma burguesia agrícola e mercantil que se dividia entre a ordem escravocrata e a pressão abolicionista, sob influência dos interesses da Inglaterra. Mais uma vez, a idéia de uma nação efetivamente soberana não conseguia ultrapassar a mera retórica dos políticos e militares de plantão.


Somente em 1930, na esteira da crise capitalista de 1929 e da conseqüente falência do processo de importação de bens a partir das receitas das exportações agrícolas e de matérias-primas, começamos a dar os primeiros passos para a afirmação de estruturas econômicas e institucionais próprias de um país independente e republicano.


O percurso histórico que experimentamos a partir de então foi marcado por fortes tensionamentos. Nos anos trinta, na tentativa de contra-reforma da oligarquia paulista, através da guerra civil de 1932, e, depois de conflitos de diferentes matizes, na ditadura do Estado Novo.


Posteriormente, ao final da segunda grande guerra, e com os primeiros passos iniciados para uma industrialização tardia do país, o principal embate político se deu entre as correntes majoritárias que se reivindicavam como desenvolvimentistas.


Essas correntes acreditavam que somente um acelerado processo de crescimento econômico e de industrialização poderia nos retirar do estágio de subdesenvolvimento em que nos encontrávamos. Como principais pólos antagônicos, dentro dessa estratégia desenvolvimentista, encontravam-se, de um lado, o desenvolvimentismo-nacionalista - defensor de uma industrialização planificada e fortemente apoiada por empreendimentos estatais; em oposição a essa corrente, o desenvolvimentismo não-nacionalista, que, por sua vez, defendia um processo de industrialização para o Brasil em ritmo compatível ao chamado equilíbrio macroeconômico, com forte participação dos capitais estrangeiros.


O golpe de 1964 representou a consolidação da vitória desta segunda corrente, com todas as implicações de natureza política que marcam o país até meados dos anos 1980, quando o país restabelece um regime de liberdades democráticas formais, especialmente a partir da promulgação da Constituição de 1988.


Entretanto, esse é um momento em que a crise da dívida externa, que explode no início dos anos 1980, ainda se manifesta de forma aguda. Essa referida década, para muitos perdida, encerrou, de fato, aquele ciclo desenvolvimentista, iniciado nos anos de 1930 e que, inclusive, teve decisiva influência para o fim da ditadura.


Os anos 1980 podem ser caracterizados como de disputa. No plano das classes dominantes há uma clara crise de hegemonia de um projeto político que venha a unificá-las; no campo das forças populares há um forte impulso mobilizador, que resulta em saldos organizativos e de consciência bastante importantes. Foi nessa década que o PT e outros partidos populares se firmaram, a CUT e o MST foram fundados e as conquistas democráticas da Constituição de 1988 se deram.


Somente nos anos 1990, e após a eleição e posteriormente ao impedimento de Collor, é que um novo pacto hegemônico começa a se conformar, com a conclusão do processo de renegociação da dívida externa, o lançamento do Plano Real e a eleição de Fernando Henrique Cardoso para a presidência do país, em 1994.


O processo que então se abre impulsiona e consolida uma nova etapa da história econômica, social e política do Brasil.


A adoção da agenda liberalizante ganha hegemonia e sepulta de vez o passado desenvolvimentista do país, ao construir um novo consenso em torno da pauta de reformas ditada pelos interesses do capital financeiro, cristalizando uma unidade programática entre os seus diversos setores - bancos, multinacionais e grandes corporações nacionais.


A exitosa estratégia de redução do processo inflacionário confere as condições políticas para se aprofundar o processo de privatizações, iniciado no governo Collor, e para se avançar nas mudanças constitucionais, jurídicas e institucionais requeridas pela nova ordem.


Porém, sucessivas crises financeiras se abatem em vários países da periferia, no México (1994), na Ásia (1997), na Rússia (1998), na Argentina (2001), e aqui mesmo no Brasil (1999 e 2002), colocando em xeque o modelo implantado. Além disso, profundos impactos no mundo do trabalho, decorrentes da reestruturação produtiva e de suas conseqüências negativas sobre o nível de emprego e de renda dos trabalhadores, amadureceram as condições para uma derrota política e eleitoral do neoliberalismo e das correntes políticas que o representava.


A derrota eleitoral das forças que sustentaram a ofensiva neoliberal no país se deu em 2002. Entretanto, se no plano das eleições a esperança - com a vitória de Lula - venceu o medo, no plano da política uma covarde, ou oportunista, concepção de governabilidade derrotou a esperança.


As forças vitoriosas nas eleições assumiram os termos do acordo firmado pelo governo FHC com o FMI e mantiveram o país na rota da abertura financeira e na subordinação da política macroeconômica às pressões do sistema financeiro nacional e internacional.


A conjuntura econômica mundial, contudo, e particularmente os efeitos da expansão asiática - sobretudo chinesa - nessa primeira década do século XXI permitiu que o saldo da balança comercial brasileira se ampliasse, conferindo às contas externas brasileiras uma folga importante e um resultado positivo às transações correntes do país entre os anos de 2003 e 2007.


Esse processo permitiu ao governo Lula ampliar os programas compensatórios de transferência de renda aos mais pobres, manter a política de reajustes reais ao valor do salário-mínimo e criar condições para a ampliação dos mecanismos de crédito aos consumidores e às empresas.


Criou-se, principalmente, a ilusão de que estamos vivendo um processo virtuoso de desenvolvimento e distribuição de renda. Para tanto, foi muito importante, também, a conversão de setores intelectuais - anteriormente críticos do modelo de abertura - às opções do lulismo. Até a reprimarização de nossas exportações passa a ser vista, agora, por experientes ícones do pensamento cepalino, como não necessariamente ruim ou prejudicial ao país, frente à espetacular evolução dos preços de algumas commodities que exportamos. Antigos críticos da ortodoxia fiscalista passam a defender abertamente o superávit nominal das contas públicas. E contas mirabolantes se generalizam procurando demonstrar que um brasileiro com renda per capita familiar acima de R$ 130,00 por mês já pode se considerar integrante de uma ascendente classe média.


No plano internacional, a imagem do país e de Lula também é reforçada por operações da mídia que procuram exaltar a correção de rumos da economia brasileira. As escolhas do Brasil, como país-sede da Copa do Mundo de 2014, e do Rio, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, parecem contribuir para a crença que, enfim, chegou a nossa hora, independentemente dos enormes riscos financeiros e absurdas exigências que passam a serem feitas pelas suspeitíssimas entidades que comandam esses eventos.


Mas tudo, na verdade, tem o seu preço e significado.


A notória desnacionalização do parque produtivo brasileiro, a gritante precarização dos serviços públicos de educação e de saúde, os dramas do cotidiano urbano de nossas grandes cidades, ao mesmo tempo em que acumulamos uma dívida interna superior a dois trilhões de reais, junto com a retomada do processo de deterioração de nossas contas externas, não nos permite reforçar uma visão otimista do nosso futuro.


Ao contrário, mais do que nunca, a defesa de uma verdadeira independência para o Brasil está na ordem do dia.

09/09/2010

Paulo Passarinho é economista e conselheiro do CORECON-RJ

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brasileiros ficam em 76º lugar em ranking inédito de 'generosidade'

ONG diz que pessoas mais velhas
costumam ser mais generosas.








ONG diz que pessoas mais velhas costumam ser mais generosas


Os brasileiros ficaram em 76º lugar em um novo ranking internacional de generosidade que avaliou o grau de envolvimento da população em ações de caridade.
O ranking foi feito com base em questionários realizados pelo instituto de pesquisas Gallup em 153 países pela ONG internacional Charities Aid Foundation, que criou o índice World Giving Index (Índice da Generosidade Mundial, em tradução livre).
Os entrevistados responderam a perguntas sobre doações para entidades beneficentes, tempo gasto em trabalho voluntário e ajuda a estranhos.
Na América Latina, o Brasil aparece atrás de outros 15 países no ranking da generosidade, empatado com Argentina e Nicarágua.


Entre os países dos BRICs, os brasileiros são os mais generosos, à frente dos indianos (134º lugar), russos (138º), e chineses (147º).


Ranking da generosidade


1 - Austrália


1 - Nova Zelândia


3 - Canadá


3 - Irlanda


5 - Suíça


5 - EUA


7 - Holanda


8 - Grã-Bretanha


8 - Sri Lanka


10 - Áustria


76 - Brasil


134 - Índia


138 - Rússia


147 - China


Fonte: Charities Aid Foundantion


O estudo indicou que os países com as pessoas mais "generosas" são Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Irlanda e Suíça.


Os cincos últimos do ranking são Grécia, Sérvia, Ucrânia, Burundi e Madagascar (último) .


Idade
Em cada país, foram entrevistadas mil pessoas que vivem em centros urbanos. Em países mais populosos, como China e Rússia, a amostragem foi feita com 2 mil entrevistados.
O índice leva em consideração três aspectos: doação de dinheiro para organizações, trabalho voluntário e ajuda a pessoas estranhas.
No Brasil, quase metade das pessoas (49%) disse ter ajudado pessoas que elas não conheciam no último mês.
O índice no qual os brasileiros demonstram menos solidariedade é o de trabalho voluntário – 15% disse ter se voluntariado em alguma organização no último mês. Em países que lideram o ranking, como Austrália, Suíça e Estados Unidos, o índice é mais do que o dobro do brasileiro.
No Haiti, país que atravessou crises políticas e um terremoto de grandes proporções no último ano, 38% dos entrevistados disseram que fazem trabalho voluntário.
Um em cada quatro entrevistados no Brasil afirmou que contribui com dinheiro para alguma organização, que inclui instituições de caridade, partidos políticos ou igrejas. Na Austrália, país que lidera o ranking ao lado da Nova Zelândia, 70% das pessoas entrevistadas afirmaram que doam dinheiro para entidades sociais.
Segundo a Charities Aid Foundation, as ações caridosas variam muito entre os países devido a diferenças culturais. Cada país tem conceitos diferentes sobre o que é ser generoso.
No entanto, a pesquisa identificou um padrão global: quanto mais velhas as pessoas, mais generosas elas costumam ser. Segundo a entidade, isso tem relação com o melhor nível econômico das pessoas mais velhas em cada país.
 
Fonte:BBC

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Jornal de Francisco Sá - setembro de 1978

Parabéns Francisco Sá pelos 86 anos de história.

O Jornal de Francisco Sá edição do mês de Setembro de 1978 , veja  os principais fatos e eventos da época ocorridos  na comunidade brejeira.

Clique nas imagens para visualizar em tamanho maior




sábado, 4 de setembro de 2010

Privada que pertenceu a John Lennon é leiloada por R$ 25,7 mil

Vaso sanitário foi usado por John Lennon entre
1969 e 1972






Um vaso sanitário que pertenceu a John Lennon foi leiloado na noite do sábado por 9.500 libras (cerca de R$ 25.750) em Liverpool, na Grã-Bretanha.


O vaso de porcelana foi usado pelo ex-Beatle durante os três anos em que ele viveu em Tittenhurst Park, no condado de Berkshire (centro-sul da Grã-Bretanha), entre 1969 e 1972.


Lennon havia dado a privada ao pedreiro John Hancock, após ele instalar um novo vaso em sua casa, sugerindo a ele que o usasse como “um vaso para plantas”.


Antes do leilão, esperava-se que o vaso sanitário fosse vendido por cerca de mil libras (R$ 2.710).


A privada havia sido guardada na garagem de Hancock por quase 40 anos, até sua morte recentemente.



                                    Álbum raro

Capa do disco Two Virgins mostrava Lennon e Yoko nus.

Outros itens leiloados no sábado no Paul McCartney Auditorium, em Liverpool, incluem um dos mais raros discos de Lennon.


Uma cópia do álbum Two Virgins, gravado em mono em parceria com Yoko Ono, foi vendido por 2.500 libras (R$ 6.775).


O álbum, lançado em Novembro de 1968, ficou famoso por ter sido vendido dentro de um saco de papel marrom para cobrir a polémica capa que mostrava Lennon e Yoko nus.


Uma gaita que pertenceu ao filho de Lennon, Julian, também foi vendida por 2.500 mil libras.


Lennon também havia dado a gaita a Hancock, dizendo que o filho pequeno o deixava louco tocando-a o tempo todo pela casa.



Fonte: BBC

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Parabéns, Timão: 130 mil celebram 'réveillon' do clube centenário.



Repleta de atrações, festa no Vale do Anhangabaú tem Ronaldo, novo estádio, queima de fogos, multidão espremida e contagem regressiva




Por Carlos Augusto Ferrari e Diego Ribeiro São Paulo


Jogadores do Corinthians no palco festejam o centenário (Fotos: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


Nas comemorações de réveillon, o branco é a cor obrigatória nas vestimentas do povo para celebrar a virada de ano. Mas nesta terça-feira, dia 31 de agosto, o preto também foi essencial. Afinal, era a noite da virada do Corinthians, em comemoração dos 100 anos de existência do clube, completados neste 1º de setembro de 2010. Para celebrar a data mais que especial, os corintianos fizeram uma grande festa no Vale do Anhangabaú. Para 100 anos de vida, cerca de 130 mil pessoas transformaram o centro da capital paulista em uma terra alvinegra.



A expectativa pela chegada do aniversário do Timão começou ainda no Parque São Jorge, onde o Clube dos 13 se reuniu para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mandatários dos principais clubes brasileiros ouviram a autoridade maior do país colocar a alma corintiana em evidência durante um discurso que arrancou aplausos e risadas. A primeira-dama Marisa Letícia, quem diria, às vezes tira o presidente da sala por achar que ele dá azar, confessou o próprio. Ele estava duplamente feliz: pelo aniversário do centenário clube do coração e pelo nascimento do neto Pedro, mais um corintiano que veio ao mundo nesta terça.



Mais de 130 mil corinthianos fizeram festa pelo aniversário do clube
(marcos Ribolli / globoesporte.com)

Antes mesmo de o Anhangabaú receber os torcedores, ainda à tarde, uma pessoa telefonou para a polícia dizendo que alguém tinha deixado um objeto suspeito em uma caçamba no local. O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) fez uma varredura e não achou nada. Estava tudo pronto para receber o “bando de loucos”!


Cerca de 130 mil pessoas fizeram a festa com o Corinthians (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


Enquanto Lula falava no Parque São Jorge, o público já chegava em grande número para a festa no Vale. Eram 10, 20, 30 mil... e logo tinham cerca de 130 mil pessoas espremidas entre as grades que faziam a proteção do palco até o fim do espaço destinado à festa. Alguns sofreram muito, sufocados pela multidão; vários tentaram invadir a área de imprensa, mas a polícia agiu rápido e impediu que chegassem à segunda grade.Muitos desmaiaram e precisaram ser carregados por oficiais até o atendimento. Outros se penduraram em uma torre que funcionava como central de energia do palco. As árvores também se transformaram em “camarotes”. Tudo para que cada um pudesse ver as atrações que estavam comandando a festa.


Marcelinho, maior colecionador de títulos no Corinthians, é festejado (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Eu não poderia imaginar passar por essa vida sem vestir essa camisa"
Muitos artistas se apresentaram diante da multidão. Ronaldo, ex-goleiro do Corinthians, reeditou sua banda “Ronaldo e os Impedidos”, e deu um toque de rock à noite. Os rappers Xis e Rappin Hood levaram o estilo para o público. Neto, um dos maiores ídolos do Timão, foi o mestre de cerimônias e recepcionou também Negra Li, grupo Nuance, dupla Maria Cecília & Rodolfo, grupo Exaltasamba e baterias de escolas de samba que agitaram a galera. No ritmo do batuque, o hino do clube foi entoado e cantado por mais de 130 mil vozes.
O Fenômeno Ronaldo, adorado pela massa, foi homenageado com o título de cidadão paulistano pela Câmara Municipal. Seus gols brilharam no telão e a torcida ovacionou o atacante. Certeiro com as palavras, o Fenômeno se emocionou:- Eu não poderia imaginar passar por essa vida sem vestir essa camisa. É um sonho realizado. Sou o homem mais feliz do mundo!






Outros jogadores do atual elenco também apareceram para celebrar o aniversário do clube. O capitão William aproveitou para dar um recado ecológico pedindo para os pais corintianos ensinarem os filhos, que cuidarão do planeta, a reciclar o lixo. Roberto Carlos pediu calma à multidão. Dentinho, como um maestro, puxou a música “bando de loucos”, um mantra das arquibancadas, e fez todo mundo cantar com ele.
- Esta é uma festa maravilhosa, só tenho que agradecer a vocês. Não vou falar muito para não chorar - emocionou-se o atacante, para depois também fazer parte do coro pelo “Parabéns” ao clube.


Jogadores fazem a festa no palco e chamam torcida para cantar (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Marlene Matheus, ex-presidente do Timão e viúva do lendário Vicente Matheus, também soltou a voz. E o chão literalmente tremeu quando todos reproduziram a paródia de uma música de Tim Maia: “A semana inteira...fiquei esperando...pra te ver Corinthians...pra te ver jogando”.
Como em todo réveillon, não poderia falta a tradicional queima de fogos. Após a contagem regressiva, finalizada por Neto com palavrões (para extravasar a emoção), o céu se iluminou e explodiu em cores, marcando a chegada de um novo século para os amantes do clube preto e branco. Para fechar com chave de ouro, o presidente Andrés Sanches pegou o microfone e anunciou aquele que é o maior presente para o torcedor: o estádio que será construído em Itaquera.



Andres e Lula os 2 cargos mais importantes do Brasil

Parabéns Corinthians



Fonte: globoesporte.com           http://www.globo.com.br/


Chef americano cria pastel de cerveja

 Chef batizou ravióli de "cerveja Frita"
Foto: friedbeer.net





Um chef americano está lançando neste mês, em uma feira no Texas, um prato batizado de "cerveja frita".




Trata-se de um pastel, no formato de um ravióli, recheado com cerveja e mergulhada em óleo quente, uma criação do chef americano Mark Zable.
A novidade será apresentada no próximo dia 26, na Feira Estadual do Texas, que traz exposições e competições em diversas áreas.
As competições gastronômicas da Feira são conhecidas por apresentarem receitas com muita gordura e caloria. A receita vencedora no ano passado era de manteiga frita no óleo.


A cerveja frita estará disponível em duas barracas na Feira, que acontece em Dallas. Um prato com cinco raviólis custará US$ 5, o equivalente a cerca de R$ 9.
A Comissão do Texas para Bebidas Alcoólicas determinou que as pessoas precisam ter mais de 21 anos para provar o prato.
Mark Zable afirma que o processo, que demorou três anos para ser criado, está sendo patenteado sob o nome "fried beer" ("cerveja frita"). O maior desafio, segundo o chef, era evitar que a cerveja entrasse em contato direto com o óleo quente.
Em entrevista à rede americana de televisão CBS, Zable disse que prefere manter em segredo a receita. O chef sequer revela quais ingredientes foram usados.
Ele criou um site na internet – Friedbeer.net – para tentar vender seu produto a restaurantes e bares.

Fonte: BBC