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| Porque me mataste tão mal? |
Por mais que tentamos entender, não é possível achar o motivo que levou uma arvore a sofrer uma tentativa de assassinato. Impossível de não qualificar uma proposta “PODA” como crime ambiental, quem destrói ou danifica, lesa ou maltrata, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedades privadas alheias, comete crime ambiental penalizado nos termos do art. 49, da Lei 9.605?98.
A vitima em questão está localizada na Av. Getulio Vargas em frente ao Buteco do Roberto, mas, na mesma avenida outras também sofreram o mesmo tipo de atentado, convivo com a mesma a mais de onze anos e posso afirmar que encontrava em pleno vigor físico, não constituindo ameaça ou perigo a pessoas ou outrem, tendo inclusive sofrido uma poda realizada pela Cemig no sábado anterior ao atentado.
A poda de árvores é uma agressão a um organismo vivo e indefeso, em muitos casos uma mutilação impiedosa. Contra suas conseqüências danosas não existe defesa.
Muitas vezes se cometem grandes erros sob a ilusão de estar realizando a prática mais acertada. A poda drástica reduz pela metade a vida de uma árvore, deixando-a mais fraca e vulnerável às doenças. A arborização é essencial ao ecossistema, pois possuí funções como: Purificar o ar, atrair aves, propiciar sombra, diminuir a poluição sonora, e outras mais além de constituir fator estético e paisagístico.
PROTESTO
Aves residentes na arvore protestaram veemente contra a agressão, fazendo uma adaptação da letra de “Saudosa Maloca” um clássico do grupo Demônios da garoa. Breve o lançamento do CD e DVD.
SAUDOSA MALOCA
(Adoniram Barbosa)
Si o senhor não está lembrado
Da licença de contá
Aqui onde agora está
Esse tronco arto
Era uma arvore veia
Um bonito ensombrado
Foi aqui seu moço
Que eu, sábiá e o jota
Construímos nossa maloca
Mais um dia
Nem nois nem pode se alembrá
Veio os homi cas ferramentas
O chefe mandou derrubá
Peguemos todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Apreciá a destruição
Que tristeza que nois sentia
Cada galho que caia
Duia no coração
Sabia quis gritá
Mas em cima eu falei
Os homi ta cá razão
Nós arranja outro lugar
Só se conformemos quando o jota falou:
“Deus dá o frio conforme o cobertor”
E hoje nos pega a praia no fio de alta tensão
E prá esquecer nois cantemos o refrão:
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nois passemos
Os dias feliz de nossas vidas